segunda-feira, 31 de outubro de 2011

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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

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sábado, 15 de outubro de 2011

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Escolhas para uma Vida Plena!

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Sorria - Para voc�Crian�a...

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JRGOMES PSICÓLOGO: O CHAMADO


RESPOSTA A UM PSICANALISTA
A TENTAÇÃO DO SABER
por José Raimundo Gomes

1.Querido Senhor X, obrigado por seu comentário. Meditei sobre ele e, como amo a verdade e, em especial, a verdade que eclode de dentro de mim, responderei ás suas colocações segundo este critério tão caro a mim e a psicanálise.

2.E é por esta motivo que começo a minha exposição utilizando a mesma cuidadosa locução utilizada por você em seu comentário, a saber: "respeitosamente"... E é de forma respeitosa que me dirijo a você.

3.Como "sou junguiano", os fenômenos premonitórios não me são absolutamente estranhos, logo, quando escrevi  a palavra " salvou", já sabia de antemão que os fervorosos devotos de Freud ficariam enfurecidos e que procurariam disfarçar sua ira, utilizando-se de uma linguagem aparentemente rebuscada que indicasse saber, conhecimento, rigor intelectual, essas coisas tolas que são os recursos defensivos utilizados por aqueles que padecem de uma forma de conhecer chamada por Bion de "conhecer onisciente".

4.O "conhecer onisciente" é aquele que não deriva da reflexão, da introspecção. É um conhecimento "automático", uma "equação simbólica", diria H. Segall.  O "conhecer onisciente" é uma espécie de proto-pensamento, uma equivalente dos arquétipos de Jung. É um conhecimento sem vivência, autista, um conhecimento primitivo.

5.A psicanalista Margareth Mahler (v. O Nacimento Psicológico da Criança) nos sugere um modelo de desenvolvimento do ego, onde entende a fase simbiótica  normal do bebê como um momento em que este, nada  pode experimentar do seu próprio Self e o evacua, por Identificação Projetiva, (cisão, Melanie Klein) para dentro da mãe. Estas sementes de pensamentos (Bion chega a falar de ideogramas, para o horror dos próprios Bionianos)não podem ser pensados, e isto porque o aparelho mental do bebê não encontra-se equipado para suportar esses pensamentos e pensá-los, pois é ainda incipiente. Dito de outra forma: o neném precisa do aparelho mental da mãe para ajudá-lo a construir o dele.

6.Mas o  maravilhoso desse processo não se restringe aos pensamentos que foram "mastigados" pela boa mãe e oferecido ao filho como nutridores essenciais ao seu desenvolvimento mental. O espantoso é que junto com essa deliciosa  "sopinha de letras" ingerida pelo bebê, há um caldo cujo tempêro tem o sabor denominado FUNÇÃO! Dito de outra forma: quando o bebê ingere a comida, ingere também o caldo, onde a comida é entendida como a transformação da angústia do bebê em "pensamentos comestíveis" e o caldo representa a FUNÇÃO que faz a mente movimentar-se, tendo ela agora a capacidade de processar e transformar angústia em pensamento. Alimentando-se da comida e do caldo o  neném cada vez mais, menos necessitar da mãe como aquela que come as suas angústias , sintetiza-a e a devolve sob a forma de um  significado, porque agora possui dentro de si a funçao que transforma angústia em pensamento.

7.Em pouco tempo, quando o neném fica grandinho, ele passa a pensar por ele mesmo. Essa mudança é de fundamental importância para que se torne um indivíduo centrado nele mesmo, tornando-se independente da matriz indiferenciada de onde se originou, a mônada urobórica. (Erich Neumann A Origem da Consciência).

8.Veja, o neném precisa de algum grau de coragem para suportar o medo fantasiado de uma possível retaliação (lembrança da fase anterior, descrita como Posição Esquizo-Paranóide) pois acredita que se discordar da mãe (no caso em questão é do Pai-Freud, por quem os filhotes nutrem desejos hostis e incestuoso, homo e heterosexual) será atacado. Ele ainda nao percebe que é a sua própria agressividade empurrada para dentro do objeto, que lhe ameaça. A resolução desse doloroso processo é levado adiante no bojo de uma fase que Klein chamou de Posição Depressiva.

9. Neste vai e vém de conceituaçōes, temos que a mãe precisa ser "suficientemente boa", ter "holding"  (saber segurar seu bebê), como diz a "mamãe" Winnicott. Essa mãe precisa ter capacidade de "REVERIE", ser um "CONTINENTE" bom para receber os conteúdos psíquicos brutos, transformado-os em pensamentos palatáveis, ter "APEGO" amoroso para viver essas terríveis  experiências apoiando o seu bebê (John Bolwby),ajudando-o a superar a angustiante pulsão de morte, cuja descrição não se deve a Freud mas a Sabina Spielrein, a amante de Jung que posteriormente se tornou freudiana...(v. Um Método Muito Perigoso, John Kerr (o livro virou filme) e Diário de Uma Secreta Simetria, Aldo Carotenuto. V. também minha entrevista com Aldo Carotenuto realizada em Roma e publicada na Revista Cultura, da Editora Vozes)

10. Mas o que tudo isso tem a ver com a ab-reação do Senhor X á minha humilde declaração amorosa ao meu ex-analista, tentando estragar os meus bons sentimentos transferenciais,  resíduos de um tempo de estudante que nem mais saberia datar? Para mim, tem tudo a ver.  Estragar coisas boas é igualmente uma característica dos bebês invejosos cuja PULSÃO EPISTEMOFÍLICA tem por objetivo a curiosidade mas também o desejo de destruir o objeto admirado e invejado, simultâneamente. Esses rebentos quando ficam irritados gostam de urinar e defecar nas mãos de sua devotadas mães ("mamãe" Winnicott, de novo)e fazem isso alucinando.

11.Reza a lenda de que esses bebes nascem assim e parecem ser incorrigíveis, mesmo á psicanalise mais severa ( v os trabalhos de Otto Kernberg sobre Agressão e Transtorno de Personalidade Borderline. eDITORA ArtMed).

12.Com todo respeito, o EXIBICIONISMO GRANDIOSO (H. Kohut) do Senhor X, encontra-se na hipersensibilidade reativa a certas palavras chaves.Tais palavras nunca podem ser pronunciadas impunemente diante do fundamentalismo freudiano. O infiel que ouse recitá-las pode ser punido com a marginalização, com a ridicularização, com a desconfiança e com a suspeita de que não leu o suficiente e, entenda-se, não leu o suficiente como não tendo lido os textos sagrados da religião freudiana, qual seja, suas obras completas. Esse é o motivo que faz O Senhor X, dono do saber (e aqui não há lugar para o "suposto saber", pois não se trata de um saber relativo mas de um saber primitivo, onisciente)  me indicar os Seminários do histriônico Lacan, e um ou outro texto do mestre Freud, sem ao menos me  perguntar se eu já os havia lido. É que o Senhor X, na qualidade de filho edipico do Papai Freud, deduziu de minha inofensiva declaração amorosa, que eu estava completamente desinformado SOBRE O QUE É REALMENTE A TRANSFERÊNCIA. Um horror...

13.Lembremos, quando postei a pergunta-instigante, para usar a expressão de minha amiga Y:  "afinal, qual é o problema dos psicanalistas com a Religião?"  Essa assombrosa palavra-estimulo (Religião) perturbou de tal forma algumas pessoas que fez com que muitas delas substituissem, por conta própria, é claro, a palavra "psicanalistas por Freud"!

14.Meu Deus, se tem uma coisa que não se parece em nada com a intuição do mestre de Viena, essa coisa, em geral, são os Psicanalistas. Eles formam um bando, uma horda que defendem o Pai, ainda que este Pai não queira nem necesite de defesa! Fazem isso não porque amam esse Pai, e querem colaborar na construção do edifício cuja pedra angular fora lançada por ele, no século XIX. Não se trata de querer trabalhar como pedreiros na construção da arquitetura da mente humana e não aceitam esse trabalho humilde porque não gostam de carregar peso, assumir a responsabilidade de pensar por si mesmos, nao querem crescer, não querem se dar ao trabalho de meditar, ter opinião própria. Eles odeiam tudo que não seja proteção e se oferecem como guardiōes da palavra do Pai porque eles mesmos não são capazes de construir palavras para falar. Vivem repetindo e imitando o que o papai falou, por pura preguiça de pensar, de criar.

15.De forma agressiva, atacam qualquer um que ouse fustigar seu calcanhar de Aquiles e os obrigue a aplicar a eles mesmos, a psicanálise que apreciam aplicar nos outros. Refugiados em abrigos psiqucos de poder (v. Refúgios Psiquicos. John Steiner) exibem-se como personalidades maduras frente a seus pacientes ao mesmo tempo que mantém um doloroso infantilismo diante do Pai adorado... um infatilismo cheio de agressividade disfarçada...Lembro como o meu amigo Eduardo Mascarenhas e Hélio Pellegrino foram jogados na fogueira pelas próprias instituiçōes psicanaliticas que representavam, quando decidiram denunciar as práticas autoritárias e hipócritas da SPRJ, práticas essas que vinham justificadas pela "técnica", essa coisa que só os psicanalistas sabem o que é.

16.Se aplicássemos a lógica do Totem e Tabu ás  instituições psicanalíticas o que encontraríamos? Provavelmente, muito pouco do espírito de Freud (v Freud e a Alma de B. Bethelheim) mas muito de um grupo de meninos selvagens, com "bilaus" não circuncisados, possuídos por um ódio mortal ao Pai, mas negado, e dispostos a praticar uma imediata inssurreição contra ele, caso os obrigue a circuncisar-se, em outras palavras: caso o Pai os obrigue a virar homens e assumir suas vidas, longe de sua proteção. Estes parricidas, jamais entronizam o falo pois para isso teriam que se livrar do Pai mas se livrar do Pai significa tornar-se pai, tornar-se co-criador, co-construtor, pedreiro, lapidador, ourives, oleiro.... Mas isso dá trabalho...

17.Senhor X, com todo respeito, embora pareça religioso (sou católico) não sou o tipo de pessoa que ajoelha diante de obra alguma. De tudo que conheço do ser humano, começando por mim mesmo, sei muito bem que nenhum de nós é merecedor de culto. Aprecio ler, acho esses homens incríveis, eles tambem salvaram a minha vida, mas aprecio ainda mais pensar por mim mesmo, comparar, considerar, sem tomar nenhum pensamento, nem meu nem do outro, como o pensar absoluto. Todos os livros do mundo reunidos não são nada em constraste com a riqueza da alma humana. E a alma humana é infinita portanto, ninguém é dono DA PALAVRA, dono da verdade. Citar bibliografia (como fiz acima), tudo isso é uma grande bobagem..Todo esse barulho não é nada, perto do silêncio, da escuta sensível da alma.

18.Querido Senhor X, não quis exatamente puxar a sua orelha, mas quis, sim, puxar a orelha desse tipo de saber sem alma costumeiramente encontrado nas instituiçōes psicanalíticas, instituiçoes essas que se sentem como portadores da palavra oficial de Freud,  homem extraordinário, cuja importância maior foi ter nos mostrado uma vida psiquica que não imaginávamos existir e, ao fazer isso, nos libertou de nossas mentiras, de nossos medos, de nossos recalques, obrigando-nos a nos tornar aquilo que verdadeiramente somos. Não podemos perder esse essencial de vista, se não nos tornaremos caçadores de hereges, como os inquisodores medievais.

19.Citei um sem números de autores, exercitei o meu próprio exibicionismo grandioso com o intuito de acalmar a minha ferida narcisica impiedosamente esgravatada por você ( mesmo que diga não ter tido a intensão) e, me pergunto, o que afinal estou fazendo? O que tudo isso significa? Sinceramente? Não sei. E mesmo sem saber, o fiz. Não acho que tenha muita importância, portanto não se magoe comigo.

20.Sei que pareço um homem religioso (salvação, Religião, Deus, uso frequentemente essas palávras apócrifas...) e talvez o seja mas, se de fato sou uma criatura religiosa, então sou um religioso sem religião, sem igreja, sem ter nada a dizer, sem ter nada a defender, sem qualquer certeza,  sem nada crer, sem nada professar,  Sim,  a única coisa a que me sinto realmente ligado é ao espanto, á perplexidade de estar aqui, agora, nesse exato momento. Sinto gratidão por isso. Todo resto me parece dispensável, exceto um bom chopp sob o sol escaldante em uma praia carioca.

JRGOMES PSICÓLOGO: O CHAMADO


FACE A FACE COM CRISTO
O incontrolável anseio de criar uma exata fisionomia de Jesus, denuncia a profunda necessidade humana de conhecê-lo sob sua forma corporal. Qual tipo físico encarnou na Terra? Era alto, baixo, moreno, esguio? E quanto a cor de seus olhos? Eram azuis? castanhos? esverdeados? Queremos saber. Os sentidos reclamam sua incorporação.
A engenharia genética e a antropologia comparada, de mãos dadas às outras ciências, concentram seus esforços na tentativa de aproximar-se cada vez mais da realidade material de Jesus e de sua desconhecida face. Essa secreta fisionomia exerce, ainda hoje, um poderoso fascínio entre os povos das mais distintas religiões e carrega consigo um forte apelo emocional...
Tal busca é legítima porque o coração humano não ama apenas na profundidade do espírito. Há sempre a básica necessidade de vê, tocar, sentir na pele as pessoas que estimamos. E isso, por um simples motivo: conhecemos o mundo e a realidade das coisas através da corporalidade. Um consagrado estudo de Esther Bick nos ensina que é da pele que nasce a primeira identidade do “eu”.
A fisicalidade nos faz existir para os olhos. Estes extraordinários órgãos que como espelho da alma refletem o íntimo de cada um de nós. Também apreendem o mundo que nos afeta de fora, apropriando-se do objeto fitado na mais pura cumplicidade com ele. Os olhos são os principais responsáveis pelo profundo sentimento de admiração e alegria que a natureza e sua inefável beleza promovem em cada ser humano. Contemplar cada coisa na delicadeza de sua existência é, de certa maneira, conhecê-la na intimidade.
Leonardo da Vinci, em seu tempo, via os olhos como a janela da alma e espelho do mundo:
“Não vês que o olho abraça a beleza do mundo inteiro?... É a janela do corpo humano por onde a alma especula e frui a beleza do mundo, aceitando a prisão do corpo que, sem esse poder, seria um tormento... Quem acreditaria que um espaço tão reduzido seria capaz de absorver as imagens do universo?”
É poesia de rara beleza. Mas ele não esta sozinho. A reflexão paulina sobre o olhar é uma promessa. Um dia, no futuro, conheceremos o rosto sagrado hoje buscado pela ciência, face a face. Então não haverá mais nenhuma falta, e um mundo de felicidade se erguerá, para sempre.
Estou convencido de que nenhum outro anseio é mais radical na espécie humana do que o desejo de estar frente a frente com Deus, vivendo na plenitude do amor.
É essa a motivação inconsciente que move os pesquisadores a buscarem o rosto santo de Jesus, filho de Deus e Deus mesmo em pessoa! Deseja-se antecipar esse dia sonhado e querido. Oxalá uma fotografia tenha a força de saciar, ainda que parcialmente, a fome e sede do Absoluto que habita o nosso profundo.
A ESPIRITUALIDADE DA FISICALIDADE
Toda tradição psicológica sabe que a maioria dos conflitos que geram neuroses tem seu fundamento na falta de amor e ternura que o indivíduo não conheceu na sua infância. Não há ninguém sobre a terra que possa dispensar a bem-aventurada experiência do calor humano, sem perturbar-se gravemente.
Uma imagem mais que perfeita: o afago da mãe abraçada ao seu bebê. Os olhos daquela frágil criatura fitando o rosto de amor que lhe alimenta, é uma lembrança jamais esquecida em toda a sua vida. Determinará suas escolhas afetivas futuras e suas possibilidades de felicidade. Pesquisas como a de René Spitz chegam a demonstrar que o efeito do batimento cardíaco da mãe sobre o corpo do filho durante a amamentação é vivenciado por ele como afago, carinho e proteção.
Uma memória corporal será construída a partir destes encontros, entre ele e ela. Tais exemplos demonstram a radicalidade da fisicalidade. Abraçar, tocar, beijar, afagar e olhar... eis ai experiências humanas decisivas para o nascimento da vida emocional. Nada é mais fisionômico em nossa espécie do que esta disposição de carinho que se viabiliza através dos gestos e do olhar.
SAUDADE DE DEUS
É nesse sentido que se devem entender os esforços em desenhar um rosto fiel de Jesus. Deparar-se face a face com o Messias é, de certa forma, consolar a falta que nos faz e que deixou no mundo com sua partida. Obviamente tal nostalgia não será estancada e, inversamente ao desejado, a trabalhosa fotografia buscada aguçará ainda mais nossos anseios ao invés de aplacá-los. Seria necessária uma séria reflexão sobre a função mágica da fotografia para entendermos um pouco das motivações inconscientes que estimulam tal busca. Mas há algo que se pode dizer dela, sem que isto seja uma mágoa aos que amam fotografar: nenhuma fotografia pode realizar sua pretensão de parar o tempo, ainda que tenha força para nos remeter de volta ao momento nostálgico de alegria ou tristeza...
OLHAR COM OS OLHOS E SENTIR COM O CORAÇÃO
Mas qual seria o verdadeiro rosto de Cristo? E o que esse rosto construído por nossos impecáveis computadores tem a dizer sobre as inevitáveis armadilhas que os nossos olhos constroem para si?
 
Há duas passagens nos Evangelhos que elucidam nossas perguntas. O misterioso rosto de Jesus encontra-se em cada fisionomia humana. É o pobre, o rico, o necessitado, o enfermo, o menino de rua, a prostituta, o empresário... Todos são rostos deste infinito Rosto. Cada alma socorrida, cada vida salva, cada voz que se levanta cantando fraternidade entre os seres humanos, ai se realiza a verdadeira fisionomia divina de Cristo e a saudade que nos faz é, pelo amor ao próximo, saciada.
 
Os olhos e suas inevitáveis ilusões... Lembremos da antológica passagem do encontro de Jesus com Tomé. Tal momento é de extraordinária beleza. Tomé era o cientista da época! Queria provas do que não podia ser provado. Acreditava que o mundo só pode ser captado pela razão. Era um espírito científico fino, de inestimável importância. Jesus não o reprovou por isso. Mas lhe convidou a experimentar uma outra ótica. Diversa da habitual. É como se dissesse: “menos os olhos Tomé e mais o coração!”
 
Limitado aos cinco sentidos foi incapaz de perceber que havia um sexto. Um sexto sentido. E ai está o ponto central que nos desafia. Conhecer o rosto de Cristo é conhecê-lo, por assim dizer, pelo sexto sentido, a saber: através do coração. Coração é simultaneamente um órgão do corpo e um estado poético da alma. Evidencia uma consciência alterada que nos faz ver o invisível.
 
São Tomás de Aquino tem uma frase que exibe a profundidade de suas meditações sobre a divindade. Ele disse: “Se Deus existe como as coisas existem, Deus não existe!” É uma intuição perfeita. Deus não pode ser captado nem pela razão, nem pelo intelecto e por um bom motivo: Ele não existe à moda que entendemos a existência de algo. Sei que uma cadeira existe pelo fato de estar sentado nela. É um fato! Todas as pessoas que me fitarem, poderão concluir em uníssono: ele está sentado numa cadeira! Mas como posso dizer que Deus existe se não posso apontar nesta ou naquela direção e afirmar: alí esta Deus?  Então, Deus é fé? Sim, e um tipo especial de fé. Uma fé que vê, que sente, que sabe! A mesma fé do primeiro astronauta que pisou na lua, quando, tomado por uma comoção interior ao olhar a Terra da lá, ajoelhou-se e convenceu-se que o que assistia não poderia ser obra do acaso. Esta experiência é saber de Deus, é conhecê-Lo no sentido pessoal...
 
 
O ROSTO DO AMOR
Se há uma fisionomia que é a cara de Cristo, certamente não é a que brota dos sofisticados computadores de pesquisas;pouco menos aquela que nasce do devaneio da imaginação humana. O rosto exato de Cristo é o rosto do amor, seja ele amor-eros, amor-phyllia, amor-ágape. Onde quer que se pratique o amor, o véu dos anos que nos separam da figura histórica do homem que nasceu em Nazaré é abolido, e, como se fosse mágica, meu próprio rosto assume as características da face desejada. Torno-me ele, e ele, eu. Uma alquimia se faz entre nós. Um casamento. Alma a alma. Corpo a corpo. O puro e o impuro, o santo e o pecador, o sagrado e o profano. Mergulhando em mim e imerso no amor, encontro não a mim, mas Ele. Quando praticamos o amor e suas virtudes íntimas resplandece em nosso rosto a face eterna de Deus.

 

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sorria - Secreto Amigo...

Sorria - Secreto Amigo...

ROBERTO GABRIEL CELLA: FILMES MOTIVACIONAIS -Da quantidade à qualidade

ROBERTO GABRIEL CELLA: FILMES MOTIVACIONAIS -Da quantidade à qualidade: Filmes motivacionais encontramos hoje aos "montes" nas locadoras. Mas infelizmente devido a essa quantidade exagerada de produções, o espe...

Sorria - Sou um Professor...

Sorria - Sou um Professor...

Sorria - Secreto Amigo...

Sorria - Secreto Amigo...

MEU MELHOR AMIGO ! MEU PORTO SEGURO !

Henrique Trejgier

Desde os meus 17 anos, sempre estudei e trabalhei. Sou Paulistano e nasci em 1963. Minha família é de origem italiana e polonesa. Como disse, aos 17 anos, estudava engenharia na FAAP e trabalhava numa fabrica de tintas plásticas. Em seguida, aos 20 ingressei numa empresa de transporte marítimo de cargas e havia trocado a faculdade de engenharia para propaganda e marketing na ESPM.  Ingressei na faculdade de direito e comecei a trabalhar como advogado logo após ser aprovado pela OAB.
Paralelamente, durante todo este período, mantive estudos autodidatas sobre filosofia, psicologia, música, física, e ciências humanas.
Igualmente, de 1993 a 2002, fui sócio gerente de 2 empresas e logo em seguida me tornei terapeuta holístico, com formação em fitoterapia, massoterapia, Reiki, meditação, terapia dos chakras, radiestesia, radiônica e apometria.
Em 2006 iniciei minha formação em psicanálise da Sociedade Paulista de Estudos e Aprofundamentos em Psicanálise, obtendo o certificado em Psicanálise, Terapia Familiar e Terapia Breve. Igualmente fiz com dedicação minha analise didática, com a Psicanalista Rosana Ferreira Machado, com quem tive um enorme aprendizado.
Logo em seguida, em 2009 fiz a formação pela Sociedade Brasileira de Coaching em Personal e Executive Coaching, Master Coaching e Master NLP.
Neste mesmo ano de 2009 fui certificado como Analista Comportamental e Teoria DISC pela empresa Success Tools.
Iniciei meu trabalho como Psicanalista em 2009, atendendo diversos casos de diversas complexidades.

No final de 2010, criei o objetivo de promover a divulgação da Psicanálise por acreditar no enorme benefício que esta ciência promove. Com a finalidade de oferecer ao maior numero de pessoas e, fazendo uso da tecnologia atual, surgiu a idéia de ter um ambiente virtual de aulas. Nasceu assim, meu projeto de vida, o Centro de Desenvolvimento em Psicanálise, para expandir as possibilidades das pessoas em se aproximar desta nova ciência da mente: a Psicanálise
Um forte abraço!
Henrique Trejgier

VOCÊ FAZ A PAZ !

Você faz a paz

Procure uma posição confortável, acomode-se.
Fique em silêncio, feche os olhos, concentre-se.
Lentamente, respire fundo.
Relaxe, pense no mundo.
Atinja o nível mais alto do pensamento.
Sinta o que falta aos seres humanos
neste momento.
Analise a situação atual da humanidade.
E em como você pode colaborar,
mesmo com pouca idade.
Imagine um mundo sem ira, sem ódio,
sem inveja e sem maldade.
Só a honra de cada cidadão
cumprindo seus direitos e deveres com serenidade.
Pense na paz em plenitude.
E em como alcançá-la, com certas atitudes.
É tão fácil e seria maravilhoso.
Qualquer um pode colaborar
com um comportamento honroso.
Torne isso uma realidade.
Então verá que só assim 
a vida tem sentido de verdade.
Cumpra pelo menos você a sua parte
e proporcione paz.
E verá a felicidade que isso traz.
Clarice Pacheco

SERENIDADE!!!

Senhor, dê-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar,
a coragem para mudar as coisas que não posso aceitar
e a sabedoria para esconder os corpos daquelas pessoas que eu tive que matar por estarem me enchendo o saco. 

Também, me ajude a ser cuidadoso com os calos em que piso hoje, pois
eles podem estar conectados aos sacos que terei que puxar amanhã. 

Ajude-me, sempre, a dar 100% no meu trabalho... 
- 12% na segunda-feira, 
- 23% na terça-feira, 
- 40% na quarta-feira, 
- 20% na quinta-feira, 
- 5% na sexta-feira. 

E... Ajude-me sempre a lembrar,
quando estiver tendo um dia realmente ruim e todos parecerem estar me enchendo o saco,
que são necessários 42 músculos para socar alguém e apenas 4 para estender meu dedo médio e mandá-lo para aquele lugar... 

Que assim seja!!! 

Viva todos os dias de sua vida como se fosse o último.
Um dia, você acerta.
Luís Fernando Veríssimo

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

poesiaportoalegria: Soneto em Preto-e-Branco

poesiaportoalegria: Soneto em Preto-e-Branco: Foi meu, somente meu, em vão momento, Teu céu e o sonho bom, que maravilha! Quisera nunca houvesse um outro vento A me levar pra longe des...

sábado, 1 de outubro de 2011